4 lições para aprender com Simone Biles

Simone Biles é a ginasta norte-americana mais premiada de todos os tempos, bem como uma das atletas com maior destaque na sua área. Na Olimpíada de Tóquio, todos os olhos estavam voltados para ela, já que tudo indicava que a jovem seria a grande vencedora da vez. No entanto, alguns sinais de que algo não estava bem já tinham aparecido havia algumas semanas. A “Sports Illustrated” publicou uma entrevista que mostra alguns sinais sutis de que Biles estava prestes a se afastar do ginásio.

E ela realmente fez isso. Simone chocou o mundo da ginástica ao se retirar das finais femininas. A bravura para tomar essa decisão deve ser aplaudida. Devemos também analisar como ela chegou até aí – e que lições os líderes podem ser tiradas disso.


1. Até mesmo seus melhores funcionários vão oscilar

Cada empresa tem suas estrelas. Esses são os profissionais de alto desempenho com quem podemos contar para fazer o trabalho duro. Tudo o que eles tocam vira ouro, da mesma forma que Biles geralmente voltava para casa com o prêmio principal.

No entanto, não é realista esperar que todos tenham um desempenho elevado o tempo todo. Em algum ponto, as pessoas estão fadadas a encontrar um obstáculo ou dificuldade. Para aqueles que são considerados os melhores, isso pode ser especialmente chocante quando acontece pela primeira vez. Eles não estão acostumados a não ter sucesso – e uma vez que sua confiança é abalada, pode ser difícil recuperá-la.


O que o líder deve fazer? Criar espaço para o treinamento da resiliência.


Ela é a capacidade de reconhecer a adversidade e se proteger com os meios existentes. Uma maneira de ajudar seu pessoal a fazer isso é pedir às pessoas que pensem sobre um episódio em que tiveram um contratempo – faça com que eles se lembrem de como saíram disso. Para a maioria, será uma lembrança positiva, e saber que isso já foi superado trará a confiança necessária para enfrentar a próxima adversidade. Essa é uma atividade fácil de adicionar ao treinamento de resiliência ou a um guia de bem-estar.


2. Grandes expectativas podem levar ao esgotamento

Se alguma vez alguém esteve sujeito a expectativas irreais, esse alguém foi Simone Biles. Mas o que acontece quando nos esforçamos para atender a essas expectativas e passamos a viver de acordo com elas? Geralmente, um burnout, seguido de decepção. Existem expectativas irrealistas em certas partes de sua força de trabalho?

Burnout é um estado de exaustão emocional, física e mental causado por estresse excessivo e prolongado. Ocorre quando alguém está sobrecarregado, emocionalmente esgotado e incapaz de atender às demandas constantes. No trabalho, o esgotamento é principalmente o resultado de uma carga excessiva de trabalho, habilidades incompatíveis, recompensas insuficientes pelo esforço, falta de controle e ausência de uma comunidade de apoio.


O que o líder deve fazer? Demonstrar sua gratidão para a equipe.


O esgotamento no local de trabalho – se não for causado pela falta de membros na equipe – pode ser parcialmente administrado quando as pessoas falam “obrigado” com mais frequência. A gratidão faz maravilhas para elevar o moral. Os líderes também devem sinalizar o equilíbrio adequado entre trabalho e vida pessoal – uma maneira fácil é definir expectativas sobre as horas de trabalho. Finalmente, mais e mais empresas estão adicionando dias de bem-estar onde toda a empresa se desliga para que ninguém se estresse olhando e-mails.


3. É preciso coragem para falar quando as coisas não estão certas

A segurança psicológica é geralmente definida como a capacidade de mostrar seu verdadeiro eu sem medo de consequências negativas sobre como os outros vêem você ou sua carreira. Biles deve estar preocupada com as consequências futuras da retirada, mas fez o que era certo para ela e seus companheiros de equipe. Por muito tempo, a segurança psicológica foi ignorada, pouco priorizada ou varrida para debaixo do tapete não apenas na ginástica, mas também nas empresas.

Se as pessoas não se sentem seguras no trabalho, são as empresas que saem perdendo. Elas não recebem feedbacks críticos sobre como as coisas não estão funcionando bem. Elas também perdem os benefícios de dar voz aos funcionários. E, por último, elas perdem toda a inovação que surge da habilidade de correr riscos.


O que o líder deve fazer? Assegurar que o fracasso é normal.


Criar ambientes seguros e inclusivos é uma tarefa de todos, mas políticas para combater bullying e aumentar o reconhecimento de ideias são um ótimo começo. Mostrar aos funcionários como é um conflito saudável também pode capacitar as pessoas a falar abertamente, porque elas sabem que as divergências serão tratadas civilizadamente.


4. Ótimo desempenho requer ótima saúde mental

A Covid-19 mostrou para o mundo como a saúde mental é importante e também facilitou as conversas sobre esse tema no local de trabalho, mas ainda há um longo caminho a percorrer em algumas empresas. Embora a depressão e a ansiedade geralmente sejam os tópicos que dominem a conversa, é hora de considerar as condições mais sutis, como o esgotamento, falta de engajamento e de paixão, expectativas muito altas e outros.

Biles entendeu a ligação entre sua saúde mental e seu desempenho – e estava certa em se afastar para proteger seu corpo e curar sua mente.


O que o líder deve fazer? Promover o diálogo.


A prática deve começar no topo, com os líderes dispostos a mostrarem suas vulnerabilidades. Em seguida, inclua todos na conversa. O Facebook, por exemplo, lançou há vários anos uma campanha chamada #OpenUp que incentiva as pessoas a compartilharem suas histórias em um espaço seguro. A iniciativa foi representada por borboletas, consideradas um símbolo universal de esperança.


FONTE - FORBES


O tema deste artigo poderá ser trabalhado pelo palestrante motivacional André Castro em sua palestra de motivação contribuindo, desta forma, para que os participantes alcancem suas metas e objetivos profissionais e pessoais



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