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Mesmo em tempos de inovação, alguns velhos hábitos deveriam ser mantidos

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Nos dias atuais, são muitas as receitas infalíveis para manter o corpo e a mente saudáveis: alimentação equilibrada, prática de atividade física regular, uma boa noite de sono. A verdade é que nem sempre é possível seguir à risca todas as recomendações para levar uma vida plena e com saúde.

 

Para se ter uma ideia, somente nos últimos 10 anos no Brasil, a taxa de obesidade cresceu 60%, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados no início deste ano.

 

O problema maior detectado é que a obesidade é um fator que pode ter contribuído para o aumento de diabetes, hipertensão e outras doenças crônicas não transmissíveis – males dos tempos modernos que pioraram a condição de vida das pessoas.

 

O almoço rápido, refrigerante em quase todas as refeições e até as famosas barrinhas para a hora que bate aquela fome são práticas que se tornaram norma na sociedade moderna e que não fazem bem à saúde.

 

Nossos avós, por exemplo, tinham hábitos saudáveis que, se voltarmos a praticar, podem ajudar a reduzir os índices de doenças como obesidade e diabetes.

 

A seguir, confira seis hábitos saudáveis que foram abandonados e deveriam ser resgatados nos dias atuais:

 

1 – Menos alimentos processados e refinados

 

A humanidade moderna vive uma epidemia de síndrome metabólica causada pelo alto consumo de substâncias comestíveis, que são alimentos refinados, processados e modificados.

 

Com o tempo, nos distanciamos de alimentos de verdade, como carnes, peixes, queijos, nozes, castanhas, folhas e legumes, que formavam a base da alimentação no passado.

 

Embora, nos dias de hoje, a expectativa de vida seja maior por conta dos avanços da medicina, não se tem tanta qualidade de vida.

 

É justamente para tentar solucionar isso que o consumo de alimentos de verdade deve ser priorizado.

 

2 – Mais gorduras naturais, menos óleo vegetal

 

Outra mudança no hábito alimentar das últimas décadas diz respeito à troca do consumo de gorduras naturais por gorduras artificiais, como óleos vegetais e margarinas.

 

Isso aconteceu por conta da falsa crença de que gordura animal estava colaborando para o aumento de problemas cardíacos, mas já foi desmitificado há tempos.

 

Nossos avós sempre usufruíam de gorduras naturais por milênios e a ciência mostra claramente que todos nos beneficiaríamos com a volta dessa prática.

 

Exemplos de gorduras naturais: banha de porco, manteiga, óleo de coco, azeite de oliva, gordura bovina e gordura de pato.

 

3 – Menos conservantes

 

Com o senso de higiene exagerado, a flora intestinal das pessoas vem sofrendo e perdendo diversidade.

 

Os intestinos “modernos” são menos saudáveis e possuem menos diversidade de bactérias do que os intestinos das populações mais antigas.

 

Nossos avós tinham contato com a terra – fonte de probióticos, ou seja, boas bactérias – e comidas fermentadas, as quais auxiliavam na manutenção da saúde da flora intestinal, que está associada à força do nosso sistema imunológico e várias doenças e condições.

 

Exemplos de probióticos: chucrute, iogurte natural e picles natural

 

4 – Mais nutrientes

 

Antigamente, alimentos orgânicos eram norma e não exceção.

 

Alimentos sem agrotóxicos, além de serem mais nutritivos, contêm um completo conjunto de vitaminas e minerais benéficos à saúde.

 

5 – Menos sedentarismo

 

Nossos avós tendiam a se movimentar mais no dia a dia, mesmo não praticando nenhum tipo de atividade física formal. De acordo com o especialista, o simples fato de andarmos mais, subirmos escadas, irmos de bicicleta até a casa dos amigos pode gerar efeitos positivos a longo prazo.

 

Com o aumento do conforto e comodidade da sociedade moderna, as pessoas perderam isso e tendem a fazer a menos esforço.

 

6 – Maior interacão

 

Com o advento da tecnologia e da fácil e instantânea comunicação, as pessoas estão perdendo a conexão humana que sempre foi parte do dia a dia antigamente.

 

É comprovado que interações sociais são necessárias e positivas para se manter uma boa saúde física e mental. Afinal, o ser humano é um ser social.

 

Nossos avós interagiam mais, reuniões na casa dos vizinhos mantinham todos animados e eram práticas comuns, por exemplo. Apesar do maior conforto e comodidade do mundo de hoje, nunca o ser humano esteve tão estressado, com tantas pressões diferentes e tão pouca interação humana.

 

Precisamos colocar em perspectiva as nossas prioridades na vida e voltarmos a ter clareza de quais sãos os maiores valores dela. Família, amigos, socialização e interação, um remédio comprovado contra estresse e vida mais longa.

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